sábado, 28 de dezembro de 2013

- - - - - - - - - - - - - - - - - cOLETIVOjOKER recebe o Prêmio Açorianos 2013 por Excelência Artística e de Pesquisa





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Foto: Henri Cartier Bresson

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gracias 

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Corpo de Bueiro





Descobri uma certa relação de tempo e espaço.
Estou simplificando a coisa, é claro.
Não descobri.
Já sabia.
Mas trago mais próximo do complexo além das células que por sua vez já continham em si o engendramento do que quero falar agora.
Me refiro ao MA do butoh Hijikatiano mas não é bem isso só isso.
A valorização da diferença é o principal enraizamento necessário para o jardim.
Quero me referir à deterioração de toda moral que necessita dela mesma para poder virar Pátina Natural aos olhos ocos.
Não se valha do racionalismo ou cartesianismo ou caretismo pra dessincronizar o significado para além da significação que aqui pode vir a aparecer.
Tampouco queira a esquizofrenia, intuição vaga, surrealismo, dadaísmo ou coisa que o valha como lei.
Importo-me com a relação possível com cada acentuação manifesta, e o estado bruto da criação.
Houve um tempo em que escrever me parecia ser o lugar máximo de minha existência, a plenitude de minha expressão no mundo.
Hoje, este lugar me parece distante.
Agora, sinto uma relação sinestésica e afásica que se esforça para encontrar termos que deem a ver o que se quer ao mesmo tempo em que não enclausurem a peça-chave em contato com a informação.
Um sistema complexo de informação que vagueia por sintonias possíveis e que estabelece pontes criativas por meio do pensamento.
A pretensão de ser essa uma escrita de corpo só equivale à sua possível frustração ao encontrar pescoços rígidos.
Houve um banho na água da rebeldia em algum momento de minha estruturação.
Aqui, pesquisando sobre o corpo de bueiro, sobre butoh de hijikata, encontro minhas grutas e caminhos, meus canos que construo para que passe água quente.
Não poderia ser diferente, realmente acredito que só existe uma maneira adequada de se mover, e que tem a ver com cada um ter sua própria maneira de se mover.
Não necessário é negar ou afirmar qualquer caminho ou fonte, creio que o processo digestivo é o que mais importa.
Neste ponto, não acredito como cerne daquilo-arte que manifesto uma preocupação com a representação, imitação, aprendizado clássico ou com formas preestabelecidas.
Acredito em caminhos que apontam ou sugerem ou inspiram o caminho individual de cada um.
A possibilidade de questionamento sempre me acompanhou e hoje encontra sua maneira de lidar com a moral, com o aprendizado social do movimento, das habilidades precárias que elegemos para servir ao mundo em que estamos.
Percebo um momento oportuno de minha maturidade.
Percebo as possibilidades de, com um picão, fazer um furo que estoure o cano por dentro.
Percebo como me é necessário o contraponto absurdo do comportamento normótico para que minha maneira de mover e comunicar se expresse e encontre formas de destruir os alicerces da construção que não me faz sentido e por sua vez é justamente aquela que me é necessária, como um dínamo do ser movente que possa devir.
Fluxo, Consciência, Estados CorpoMente, é um papo complexo.
Mas é isso que me encanta no momento.
Corri uma hora sem praticamente sair do lugar. Deixei a marca de meu suor pelo caminho. Ao parar por menos de dez minutos, deixei a marca do corpo no chão de madeira. Em seguida corri mais uma hora, sem, novamente, praticamente, sair do lugar.
Digo corri porque é a ação que mais se assemelha aos gestos corporais que me engajava durante este tempo e em referência ao espaço, mas no fundo estava em gerúndio espaço-tempo.
Minha ação performática possuía o respaldo da instituição.
Ainda assim, arestas no cotidiano puderam ser captadas durante o processo.
Muito suor saindo do corpo.
Pessoas apressadas.
Árvore de Natal.
Nunca mais este prédio em que estamos...
Não vejo a hora de tirar minha aposentadoria.
Televisão ligada.
Quantos Quilômetros?
Rastro de suor.
Correr sem sair do lugar, praticamente, não era nada senão uma experiência individual minha, um rito pessoal, uma pesquisa sobre limites do corpo e de meu estado de vigília e percepção diante de uma ação repetida com rigor e intensidade, mas que necessitava do testemunho, a outra parte, aqueles que não se esvaíam ao limite concreto numa concentração de duas horas.
Talvez fosse uma tentativa minha de concentrar a vida que se esvaía dos poros, desde sempre de uma forma diluída.
Eu não era mais intenso que cada marca que cada corpo que cada linha perceptiva e existencial disposta em qualquer canto do prédio da Fundarte.
Por outro lado, criei a minha mitologia pessoal que engendrava a certeza interior de que eu estava fazendo exatamente o que deveria estar fazendo enquanto o estava fazendo.
Não haveria como estar por dez minutos, necessitava estar num lugar zero, quero dizer, eu não poderia saber que já estava há tanto tempo, não poderia saber quanto tempo ficaria a partir dali.
Vazio de intenção, porosidade para transbordamento, não dizer ao outro o que a minha mente percepção cria de significado a partir de minha ação e do encontro com outras ações e corpos e timings.
De forma alguma a brigada militar poderia aceitar minha ida pra rua, eu tinha plena certeza disto.
Tenho, por certo, também, que a cueca branca, tornada transparente devido à intensa sudorese, seria o gancho com o qual pescariam minha tentativa tola de abalar algum pedaço de corpo social que pudesse resguardar um resquício de sensibilidade e atenção à diferença, que dado o contexto, minha ação na rua poderia ser tanto ínfima como cavalar, grotesca ou sublime, e quanto a isso, minha escolha foi não ter a pretensão de querer a significação que mais me conviesse ou parecesse adequada. Quero a criação alheia a partir do contato.
Barreira numero 1: Loucura.
Acho que ele é esquizofrênico
Loucura tem que ver com medo e controle, sim?
Moço, você está bem?
Faço que sim com a cabeça.
Moço, você precisa de ajuda?
Faço que não com a cabeça.
Não satisfeita, a moça pergunta outras vezes, mais e mais vezes, eu paro de menear a cabeça, algumas crianças riem, percebo câmeras me filmando, escuto uma voz dando o endereço, por telefone, da esquina em que estou correndo sem avançar.
Neste momento, ao mesmo tempo em que me deleito com a imagem que faço de minha própria ação de correr com muito vigor sem avançar, percebo o movimento ao meu entorno como uma necessidade de controle social, sob o pretexto de uma preocupação com minha saúde, com o chamamento da polícia, resolvo voltar para a Fundarte, onde desde o início possuía respaldo da instituição.
Crio hipóteses sobre pudor, violência, autoria, corpo, normose, cotidiano, controle, poder; e resvalo pelo terreno obscuro das roupagens possíveis destas mesmas coisas.
Então penso se ter uma autorização policial e médica poderia me permitir estar na rua realizando este ato com meu próprio corpo.
De fato preciso experimentar com um calção qualquer.
O velho aprendizado em tornar-se cada vez mais sutil.
A insalubridade que experimento em meu próprio centro gravitacional ao adequar minha postura e movimentação ao sistema de movimentos adequados socialmente é tão intensa que, ao fazer a escolha de não abandonar minha sensibilidade, criatividade, porosidade, antropofagismo único mutante não linear e nem ideológico, acabo por fazer também a escolha de colocar no mundo a ação que mais me faz sentido, assim, aquilo que chamo de performance tanto é uma necessidade da geração de pergunta quanto de uma relação com um permitir-se mover.
Não me encontro politicamente engajado senão pelo desdobramento de meu estado criativo, de estar no mundo como um processo potente, sem verdades prontas, sem respostas, no meio do questionamento sobre limites, fronteiras, loucura e sanidade, e entendendo que tudo passa de todas as formas pelo corpo.
Não sei dizer como e sei que isso não é uma regra e justamente pode servir como contrário do que comigo ocorre.
Mas, tenho percebido que a viagem para dentro está me levando pra fora, para o encontro, para o mundo.
Fico feliz com esse borramento de limites entre aquilo que costumo chamar de dentro e aquilo que costumo chamar de fora.
Não compreendendo ainda como conseguimos nos organizar socialmente de forma tão pouco sinestésica.
A garantia do exercício da possibilidade se fazendo atualizar em minhas conexões neurais e mecânicas.
Ainda que somente estar parado em pé, em seguida da minha desistência e encontro com a dor bloqueante nos tornozelos, que por sua vez foi meu alarme mais pungente, tenha sido o momento de início do aprofundamento de minha pesquisa sobre o MA, percebo como a ação física e a escolha feita pela inteligência-tornozelo foram aqueles que me deram tal possibilidade.
Tornei-me observador de meu próprio movimento e paragem. Tornei-me testemunha do corpo que estava ali e já não era meu, digamos assim. Ser dançado é algo possível.
Penso que este contato com a dança me coloca em trânsito, me afasta, a priori, também do espaço da própria constituição generalizada da dança. Com isto, novamente me deparo com a possibilidade de trânsito entre fronteiras e encontro a necessidade de estourar o cano por dentro.
Bueiro me levou pra cano.
Cano me levou pra veia e artéria.
Veia e artéria me levou pra sangue.
Sangue me parece algo em fluxo contínuo, uma coisa material que me aproxima daquilo devir e aquilo que seria o corpo do espaço.
Entrar em sintonia e ressonância com o corpo do espaço.
Estabelecer pontes, diferentes estações de rádio.
Habilitar a possibilidade de ruído no canal.
Fazer esses movimentos o mais apropriadamente possível.
Acho que é isso que hoje chamo de performar.
Ou, trazendo uma imagem mais poética:

O corpo está disposto
e sem esforço
estoura seu cano por dentro

 o jato fino de sangue mancha o rosto de quem observa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Açorianos

 
 
 
 
07 indicações ao Premio Açorianos de Dança pelo trabalho A Cidade da Goma
:
 
 
 
Melhor Direção – Alessandro Rivellino
 
Melhor Bailarina – Iandra Cattani
 
Melhor Bailarino – Alessandro Rivellino
 
Melhor Figurino – Itiana Pasetti
 
Melhor Produção – ColetivoJoker e Liga Produção Cultural
 
Destaque em Dança Contemporânea pela Excelência Artística e de Pesquisa – ColetivoJoker
 
Melhor Novas Mídias – Vídeo Carne Moída – ColetivoJoker





“O equilíbrio entre Paradigmas Artísticos diferentes muitas vezes nos reserva surpresas, e que assim seja.”
Eduardo Calibri

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A CIDADE DA GOMA 
foto meramente ilustrativa, pode não representar o conteudo da embalagem

foto: Fabricio Simões 

quarta-feira, 19 de junho de 2013



Corpo.
Venho por meio destas criptografias realizar uma incursão no âmbito das letras, em torno de ou ao centro de minhas questões de pesquisa.
Corpo.
Senão vejamos: o começo já se instalou e cá estamos para reatualizar o amontoado de signos que em si engendram a raiz de uma linguagem. Letra. Língua. Garganta. Peito. Segundo minhas percepções do mundo (completamente dilaceradas e reconstruídas por influências artísticas) tudo se resume (ou se resume ao contrário) a corpo.
Corpo.
Chega de justificativas.
Corpo.
O corpo que encontro quando compro mamões ou os como, o corpo que sigo ao dançar, o corpo que me assalta como bomba-relógio acelerada por um susto, corpo que tem vertigem quando estou perto da queda, o corpo que o espelho vomita, o corpo que vomita, se contorce, o corpo que sente o vento ou o segue, o corpo que lê esse texto, com os ouvidos abertos pra chuva ou caminhão ou pássaros, com as tensões na mandíbula nos olhos ou em toda face, nos ombros, no trapézio, o corpo confortável, o corpo que resiste à mudança e o corpo que se entrega pra ela. (Peço clareza aqui em relação às orações nas quais me refiro ao corpo como idéia de corpo, e manifesto que não é disso que quero tratar, tampouco de um conceito fixo e delimitado, quer seja biológico, antropológico ou mesmo metafísico, também àquelas nas quais fica presente uma idéia de meu corpo, melhor seria eu corpo, e sei que ainda assim precisaria pedir alguma espécie de perdão por dizê-lo deste modo).
Corpo.
Agradeço àqueles que lêem e me dão a liberdade dos poetas, tomando a responsabilidade de entender o que quiserem entender a partir daquilo que lêem; aos que tem referenciais acadêmicos acerca dos termos que os usem e aos que não tem que usem sua imaginação, referências pessoais ou mesmo um Michaelis qualquer.
(É detestável se desculpar sobre o que se escreve. Peço desculpas por todas as minhas justificativas e agradecimentos).
Body.
Estou interessado nas linhas (talvez não em formato linear) que atravessam o corpo, e por isto mesmo o constituem e o tomam como um grande tema filosófico que não poderia encerrar-se com pouca demanda. Nietzsche, Deleuze, Artaud, Abramovic, Gil², Zumthor, o reclamam. (tomemos reclamar como clamar mais de uma vez). O corpo como possibilidade de engendrar uma arte presencial que nos suscita o contato, visível ou invisível, mas em muitos casos sensível, por entre as brechas, vácuos e arestas de nosso cotidiano; para que além dos comerciais de margarina possamos criar também uma arte insensível². Em que medida insere-se como dança, até onde ela vai e pra quem e para quê ela aparece e com o que se parece; quando as Artes Visuais englobam o corpo para além de uma visão que o coloca como instrumento manipulador de instrumentos que criam obras fora de si e porque existe um espaço chamado galeria de arte que nos traz uma pré-concepção de referências que devem lá estar; em que momento a performance aparece como ritualização de uma linguagem oral genuína, e como pode nos revolver em seus sentidos filosóficos, antropológicos, artísticos e políticos sem perder sua capacidade poética, quase viral, com ou sem palavras; como a escrita pode transcender (palavra perigosa, envolvendo medo acerca de tudo aquilo que vai alem de...) o amontoado de informações e alcançar uma vida própria que está na linguagem antes da linguagem, que confere potência de vida ao abrir possibilidades criativas pra quem lê, quando se cria o sistema escritor escrito leitor e aí se enclausura algo, como chegar no cerne, e no corpo, e no cerne do corpo, e esse cerne dilacerado pra todos os lados, não-fixo, como incluir sensações e reatualizar o presente que inclui o entorno, a mão que segura o livro ou descansa próximo ao ecrã do computador;(coloque interrogações onde quiser); o corpo atravessando e sendo atravessado por tudo.
Corpo.
Afasia.
Corpo.
   Não à toa, até aqui, uma palavra se repete em itálico e se assemelha a outra também em itálico. Me refiro a elas como uma possibilidade de concentrarmos nossas atenções neste presente mutável e impermanente que estamos e focarmos neste novo espaço de co-criação que se abre, uma relação que vai ao encontro do ato performativo da leitura e de escolhas, comer uma maçã enquanto se lê ou não. Reatualizar no sentido de remontarmos a situação já sabida, ou seja, ler, num novo tempo presente; tomo emprestado aqui uma frase de Julio Cortázar como ela habita minha lembrança e por isso já recriada por mim: ao abrirmos uma lata de sardinhas não o façamos como se estivéssemos abrindo ao infinito a mesma lata de sardinhas. Ritualização se assemelha não no sentido sacro da palavra, mas quando a atenção converge em presença para um ato comum, neste caso aqui e agora, o espaço escrever-ler em co-criação para além do verbo. Perguntar-se em que medida todas as nossas imanências se fundem e destoam nos compele no mínimo a nos posicionarmos com nossas possibilidades e capacidades de escolha. A dança, as artes visuais, o teatro, a performance, a literatura, atravessam m(eu) corpo. A filosofia e a antropologia emergem como alternativas de ancoramento de um barco à deriva e em contrapartida são o içar de âncoras de um território conhecido. Para além de pistas e pontos de apoio, um sistema concreto de base permeia os questionamentos e a estrada que enveredo com foco, um sistema que parece ter haver com algo do zero, o potencial criativo imanifesto e o mesmo potencial imanifesto ao contrário, algo não-fixo, a dúvida transando com a certeza(os dois), o espaço existente entre a inspiração e a expiração, o brilho dos olhos do filho dos dois. Permear e habitar, como possibilidade criativa e renovadora da arte, qualquer território limítrofe, já sabendo da convergência do para ao com o corpo. Espaço é corpo. Espaço é artéria, nós somos sangue. Espaço é corpo.
...
Bóta no google imagens: corpo.
Não há, por conseqüência, nenhum afastamento possível do corpo que se implica na pesquisa dela própria, por onde, possivelmente, podemos flertar com algo ainda além do conceito de práxis, pois num sentido atual já encontra-se impregnado (ele mesmo, o corpo, esse corpo que vos fala, que tenta remontar a voz por entre as linhas pretas e símbolos requerendo decodificação) de teoria prática ou de uma prática teórica. Assim encontramos aqui a proposição corpo-continente pretendendo ir além das pontes com outros corpos-continentes e remontar uma pangéia contemporânea sem abandonar seu paradoxo que reorganiza caoticamente linhas de força infinitas em todas as direções.

E o que está no entre?

sexta-feira, 22 de março de 2013

The Practice of the Wild - Gary Snyder


Our bodies are wild. The involuntary quick turn of the head at a
shout, the vertigo at looking off a precipice, the heart-in-the-throat
in a moment of danger, the catch of the breath, the quiet moments
relaxing, staring, reflecting—all universal responses of this mammal body. They can be seen throughout the class. The body does
not require the intercession of some conscious intellect to make
it breathe, to keep the heart beating. It is to a great extent selfregulating, it is a life of its own. Sensation and perception do not exactly come from outside, and the unremitting thought and imageflow are not exactly outside. The world is our consciousness, and it
surrounds us. There are more things in mind, in the imagination,
than "you" can keep track of—thoughts, memories, images, angers, delights, rise unbidden. The depths of mind, the unconscious,
are our inner wilderness areas, and that is where a bobcat is right now.
I do not mean personal bobcats in personal psyches, but the bobcat
that roams from dream to dream. The conscious agenda-planning
ego occupies a very tiny territory, a little cubicle somewhere near the
gate, keeping track of some of what goes in and out (and sometimes
making expansionistic plots), and the rest takes care of itself. The
body is, so to speak, in the mind. They are both wild.
Some will say, so far so good. "We are mammal primates. But we
have language, and the animals don't." By some definitions perhaps
they don't. But they do communicate extensively, and by call systems we are just beginning to grasp.
It would be a mistake to think that human beings got "smarter"
at some point and invented first language and then society. Language and culture emerge from our biological-social natural existence, animals that we were/are. Language is a mind-body system
that coevolved with our needs and nerves.